HEADCANONS: o passado.

Soon.

POV 001: Seasonal.

Naqueles quase dez minutos em que esteve sozinho durante o evento, Minseok viveu uma eternidade.A amiga que o acompanhava se afastou para buscar uma segunda porção de odeng. Para o completo azar da garota, agora a fila estava com um ritmo muito mais lento.Agora eram só ele e o cenário ao redor.As famílias caminhando entre as cerejeiras enquanto as crianças catavam pétalas pelo chão e jogavam para cima. Os casais registravam o amor vivido em selfies e stories. Amigos rindo escandalosamente de alguma piada que nenhum outro grupo de pessoas entenderia. Idosos em passos lentos, aproveitando a caminhada como se fosse a última. Talvez realmente fosse.Apesar de ser fotógrafo, e de naturalmente saber da potência do registro das lentes de uma boa câmera, Minseok reconhecia que nenhum aparelho era capaz de superar olhos aguçados. Olhos que também faziam registros, e que tinham como acervo a própria mente. Às vezes também o coração, porque nem tudo podia ser guardado no mesmo lugar.Um ciclista passou por ali. Rápido, apressado, com um destino marcado para bem longe daquela rua. Minseok riu com certo amargor, pensando em como ele mesmo era aquele ciclista em tantos momentos da sua vida. As cerejeiras sempre estiveram ali, e mesmo assim pedalar parecia tão, tão mais importante.Ele ficou em silêncio, fechou os olhos e fez uma série de desejos. Esperava que toda a boa energia daquele lugar fosse canalizada em direção a alcançá-los.Era um dia bonito, e não precisava ser perfeito. Assim como a vida. Assim como ele mesmo.Quando a amiga voltou, ele fez questão de não limpar dos cabelos dela as duas ou três pétalas que caíram sobre os fios. Em vez disso, só sorriu.

... deep.

HEADCANONS: na Eunwol.

1. Como a personalidade de Minseok influencia a forma como ele se relaciona com as pessoas no dia a dia?Minseok é extremamente comprometido com o próprio trabalho, atento a cada detalhe e exigente com o ambiente ao seu redor, preferindo estar cercado por pessoas que compartilhem desse mesmo senso de responsabilidade. Quando isso não acontece, tende a entrar em estado de estresse e picos de ansiedade que afetam diretamente seu humor. Já nas relações fora do trabalho, ele mostra uma faceta mais descontraída. Minseok mantém as mesmas amizades desde a adolescência e valoriza vínculos duradouros. Tem dificuldade em fazer novos amigos, já que demora a estabelecer confiança. No entanto, quando se permite criar esse laço e percebe reciprocidade, é do tipo que permanece para sempre na vida de quem o conquistou.2. Como o bairro onde Minseok mora impacta a sua rotina, os seus hábitos ou a forma de enxergar a cidade?Como fotógrafo, Minseok encontra na natureza do bairro uma fonte contínua de inspiração. Gosta de observar o fluxo cotidiano, as famílias passeando, as pessoas indo trabalhar... os pequenos gestos que constroem a vida comum. Nessas apreciações silenciosas, já conseguiu fotos em primeira mão de algum evento que virou notícia no jornal.3. Por que Minseok se candidatou para a vaga de fotógrafo na Archive Seoul?Minseok se candidatou à vaga movido pelo desejo de ser alguém comprometido em registrar o cotidiano em sua forma mais crua e significativa. Seu interesse sempre esteve na fotografia de viés jornalístico, aquela que acompanha os acontecimentos em tempo real e captura as reações humanas diante deles. Estar presente em situações banais, como uma paralisação no metrô, por exemplo, significa mais do que tirar fotos: é documentar expressões, tensões e narrativas que definem aquele momento. Seu objetivo é que essas imagens circulem nas mídias, em sites, jornais e redes sociais, como registros vivos de um dia comum que, por algum motivo inesperado, se tornou memorável.4. Como Minseok se posiciona em ambiente profissional: mais estratégico, criativo, reservado, competitivo ou algo totalmente diferente disso?No ambiente profissional, Minseok se posiciona de forma estratégica e discreta. É alguém que pensa antes de falar, escolhe bem as palavras e evita se expor desnecessariamente. Prefere manter certa distância de perfis mais explosivos, pessoas muito nervosas ou abertamente reclamonas, buscando estar ao lado de quem cumpre seu trabalho com equilíbrio e tranquilidade, dentro de uma rotina simples, estável e previsível. Para ele, o trabalho deve ser levado com seriedade, mas também com limites claros. Minseok separa bem o que é da vida profissional e o que é da vida pessoal, e essa é sua forma de preservar a própria estabilidade mental.

... deep.

IC


Yoon Minseok, 33 anos, libra. Fotógrafo na Archive Seoul. Residente em Jamsil-dong.


Funcionário comprometido e que só quer fazer bem as suas atribuições, e por isso mesmo vive com picos de estresse e ansiedade causados pelos prazos e exigências.


No trabalho, é o funcionário discreto e reservado, fugindo de polêmicas ou embates que possam trazer animosidades no ambiente profissional.


Na esfera pessoal, é comunicativo e acessível, mas demora a desenvolver confiança nas pessoas. É do lema de que com paciência os laços naturalmente se criam.


Na skyline, costuma interagir dentro dos limites da intimidade virtual: não lida bem com piadas sem contexto ou comentários que invadem a privacidade, embora não seja alguém fechado ou inflexível por isso.


OC



Player +25, qualquer/pronome. Priorizo turnos a hc, deixando o último apenas como alternativa secundária (falta de tempo, de muse, mudança de jogo etc.).Não ligo para jogos flipados, mas aprecio quando me avisam sobre desistir de continuar.Não tenho qualquer tipo de gatilho. Se você tem e estiver jogando comigo, peço que me avise de alguma maneira e, preferencialmente, de antemão.Todos os temas são do meu interesse, mas alguns são mais bem jogados quando há uma sintonia entre os personagens.Opto por desenvolvimentos orgânicos e espontâneos, o que não significa que alguns detalhes não precisem ser conversados e ajustados.Algumas seções do Carrd ainda não estão finalizadas e isso é proposital. Vou preencher os campos conforme andamento da comunidade e desenvolvimento do char.


Bons jogos!

... deep.

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001. (f/m, Archive Seoul) ㅡ uma amizade que surgiu nas fugas para tomar um café nas jornadas de trabalho da Archive Seoul.002. (f/m, Archive Seoul) ㅡ o andar em que trabalham é amplo, mas o universo sádico faz com que precisem se esbarrar mais vezes do que Minseok gostaria. Tudo naquela pessoa o irrita.003. (f/m, Eunwol) ㅡ os bons-dias no elevador acontecem de forma religiosa, mesmo que nunca tenham se apresentado. Quando alguém tomará coragem para dar um passo além nesse coleguismo?004. (f/m, Eunwol) ㅡ fugir de vista dessa pessoa é um hábito, já que ela conhece os pais de Minseok e sabe bem quão famosos e ricos são. Se manter discreto é ter paz.


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Mais vezes do que eu gostaria, por puro acaso do destino, li ou assisti conteúdos sobre como fazer uma boa dieta. Um conselho sempre dado pelos profissionais é excluir o "dia da podridão" da rotina alimentar, porque não adianta nada você se cuidar de segunda a sábado se, no domingo, vai comer como se odiasse seu organismo.Sobre esse assunto, parece que o recomendado é que você coma, diariamente, um pouco de tudo o que faz mal, desde que não cometa excessos. O ponto é sempre sobre não cometer excessos.O dia de podridão parece se aplicar bastante ao emocional também, pelo menos no meu caso. Não acontece toda semana, em um dia específico, muito menos tem um cronograma datado. Às vezes passa muito tempo sem acontecer, às vezes acontece com uma frequência maior do que eu gostaria.É o dia em que, por motivos que eu não sei explicar, o emocional precisa sangrar. Talvez seja pra colocar pra fora coisas que eu retenho, ainda que eu não seja do tipo que retém. No entanto, se me forçam a reter, isso tem que ser drenado de algum jeito, e eu que busque solução.Nada a seguir é literal.Eu faço o primeiro corte. Sinto a dor no emocional. Eu me culpo por isso, sabendo que posso parar ali, enquanto ainda só arde. É como catucar o cantinho inflamado de uma unha: dói, mas você misteriosamente continua a mexer até virar uma ferida maior, até tirar aquele átomo de unha que estava ali fazendo o seu dia girar em torno do maldito dedo onde ela está.Depois do primeiro corte, vem o sangramento. O alívio é instantâneo, mas o desconforto também. O sangue corre e te reconecta com um sangramento antigo. Com dois, talvez três, talvez inúmeros sangramentos anteriores. De repente você não está mais sangrando pelo corte do presente, mas sim por um aglomerado de lembranças. Camadas e camadas de cortes do passado.Não resta muita coisa além de deitar e deixar rolar. Há um prazer nisso. Enquanto dói, você se sente bastante vivo, porque a dor tem dessas associações estranhas...Quando chega um exato ponto do sangramento, que é mais sobre um feeling do que sobre um tempo cronológico, você entende que basta. É a hora de estancar aquilo ali. Um "Por hoje chega" é ouvido lá no fundo do seu cérebro.Você surrou o emocional, e agora é hora de colocar as ataduras. É um momento de autocuidado após autoflagelo emocional. Hora de ser quem cuida, quem dá banho, quem oferece e coloca roupa limpa, quem coloca na cama, quem aplica medicação nas feridas. Hora de ser quem faz cafuné no cabelo e murmura que confia em você e na sua melhora.Amanhã é outro dia, e nesse outro dia a gente volta à dieta. O dia da podridão já foi cumprido.Até o próximo domingo, sem carboidratos em excesso, sem açúcar, sem industrializados.

... deep.

Uma das partes mais difíceis na tarefa de fazer as pazes com quem eu sou é aceitar como eu nunca esqueço algumas pessoas.O mundo grita que eu tenha os pés no presente, que eu deixe enterrado o que deve estar enterrado, que eu me transforme na pessoa ideal: a que deixa tudo pra trás sem culpa, sem remorso, sem interesse em revisitar.Mas eu não sou assim.Eu tentei muito. Eu ouvi conselhos, eu busquei dicas, eu tracei estratégias pra me adequar ao suposto ideal. Acho que em algum ponto eu consegui atingir o auge de uma performance perfeita, atuando no papel de quem deixa facilmente as coisas pra trás e tem os olhos sempre no presente ou no futuro.Mas eu não sou assim.Ator e personagem definitivamente se opõem. Eu tenho inúmeras lembranças, tão intensas que às vezes são sufocantes. Uma saudade que dói, porque não há espaço pra nada que não seja dor quando eu noto que nada poderá ser revivido.Então eu sofro uma dor dupla. A primeira é a de não poder reviver, a segunda a do autojulgamento. As vozes da sociedade voltam a soar na minha cabeça, sempre me falando que eu não deveria deixar o passado ainda ter morada nos meus sentimentos.Acho que eu nunca vou ser o que esperam de uma pessoa forte. A pessoa que supostamente tem inteligência e força emocional. A que consegue deixar o passado pra trás sem nunca mais virar o pescoço por cima dos ombros e tentar olhar só de relance o que ficou. Eu diria que eu continuo seguindo em frente, mas às vezes caminhando de costas. Vou me assistindo me distanciar do que tá à frente dos meus olhos.É difícil digerir, mas já aceitei que faço parte de outro grupo. Não sei como ele se chama. Grupo de pessoas fracas? Disfuncionais? Trouxas? Sensíveis? Sentimentais? Melancólicas? Saudosistas? Tanto faz. Eu só resolvi abraçar isso, abraçar que não tô no grupo dos vencedores. Não dá pra ganhar todas em cada mísero aspecto da nossa personalidade. Pelo menos não se tratando de mim, já que não posso falar por ninguém.Aos que são diferentes, meus parabéns. De verdade. Deve ser muito bom ser vocês.Mas eu não sou assim.

... deep.

Esses sentimentos são confusos. Eles não deveriam existir depois de tanto tempo.Certo...?Errado...?Só sei que vez ou outra eles existem de uma forma potente, tipo agora. Eles alugam espaço na minha cabeça, descem pela minha garganta e param ali, mais um pouco abaixo, no meu coração. É nessa hora que a saudade aperta. Lembro da rotina. Eu era feliz nela, mesmo que ela pudesse ser curta às vezes. Era prazeroso fazer qualquer mínima coisa com você. Eu sinto falta até do nosso tédio nessas horas. Era confortável não ter absolutamente nada pra fazer junto com você, porque esgotamos todos os assuntos, todas as atividades, todos os entretenimentos em comum. Era uma rotina de quem já tinha vivido de tudo ao seu lado, mas que sorria com a ideia de passar mais mil anos na sua companhia.Lembro de muitas coisas boas. Lembro de algumas ruins também. Acho importante lembrar das ruins, porque romantizar lembranças faz tudo parecer o que não era. Acredito que aquela frase que diz que nós "sentimos falta do que éramos e não necessariamente das pessoas do passado" faz todo o sentido, mas também não sei ao certo onde começam as saudades de você e onde começam as saudades de mim. Gostaria que fosse fácil segmentar, mas não é.Esses dias vi um vídeo que dizia

Mesmo com saudades e dor, continue vivendo.

e achei que essa frase me descreve muito bem.Queria que você sentisse saudades de mim assim também, mas não sei se querer isso não é, indiretamente, te desejar algo ruim... porque não é fácil carregar a solidez desse sufoco.Hoje busquei seu perfil, li algumas coisas, sorri vendo que você ainda parece você. Amanhã? Não sei.Te desejo o melhor. Te desejo um abraço da minha alma na sua alma, porque é só assim que nós estaremos em contato nessa existência, mesmo com os dois vivos e aqui.Uma pena...

... deep.

Errei naquela grosseria. Senti e ainda sinto que foi absolutamente necessária, mas nem por isso foi menos condenável ou menos feia. Nunca foi daquele jeito que eu quis te tratar, nem ali e em nenhum outro momento da minha vida, porque em todos ele eu amei você. Eu nunca te trataria mal, pelo menos não intencionalmente, como fiz naquele dia.Mas ali eu precisei me dar um basta, e o meu basta foi ser justamente quem eu não sou. Alguém que ultrapassou limites pessoais, ciente de que talvez jamais seria perdoado. O clássico ser odiado pra nunca mais haver a mínima possibilidade de ser visto como alguém digno. Essa foi a minha decisão, de mim para mim.Eu fiz você me fechar as portas (embora eu nunca tenha procurado saber se elas estão trancadas de fato ou não...), porque conheço a sua dignidade e sei que você jamais retomaria contato com alguém que tratou você daquele jeito. Baseado nesse conhecimento que tenho de você, eu me fiz essa pessoa momentaneamente horrível pra você me matar na sua cabeça e na sua existência de vez.Se deu certo eu não sei, porque eu não tenho uma resposta pra isso e também nunca vou buscá-la. Isso tudo nunca foi sobre você, mas sim sobre mim. De qualquer forma, eu sei que sujei demais a casa pra pensar em morar nela de volta, ou até mesmo visitá-la como um bom amigo.Eu não sou mais o inquilino que fui. Eu não sou mais um inquilino bem-vindo.

... deep.

PoV - 1

Soon...

... deep.